Câmeras na Estrada: Tiradentes

Postado por: Lívia Kizli | Categorias: Câmeras na Estrada

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Em Maio desse ano, a gente foi passar uns dias em Tiradentes. Não conhecíamos a cidade, e confesso que fomos sem grandes expectativas. Pra mim seria bem parecido com um passeio por Ouro Preto. Mas foi só chegar na cidade pra eu já ficar totalmente apaixonada! Gente, que lugar delicioso! Quem não conhece, recomendo demais! Quem já foi, aposto que vai concordar comigo!
Tiradentes além de linda, tem um ar diferente… é daquelas coisas difíceis de explicar, tem que ir e sentir. A gente foi no meio  da semana, então tava tudo super tranquilo. Passeamos muito pelas ruazinhas e becos. Diferente de Ouro Preto, lá é bem planinho (tem subida também, mas é menos!) então fica bem fácil passar o dia caminhando. E sempre, claro, dando uma paradinha pra tomar um café, comer um docinho, ficar observando as pessoas na pracinha das charretes, olhar os artesanatos… Gostoso demais! Pra quem tá querendo descansar a mente, não tem nada melhor!

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Nós só ficamos 3 dias, mas deu pra passear bastante. No dia em que chegamos, a dona da pousada em quem a gente se hospedou, nos recomendou vários restaurantes para almoçar, dentre eles, o Bar do Celso, que na opinião dela era o mais simples, barato e gostoso, ou seja: total nossa cara, haha!

Gente, ô comida boa viu! Pra quem curte uma comida mineira “true”, não tem nada melhor!  [ Rafael : Simplesmente o melhor tropeiro que eu já comi. Não conseguimos comer absolutamente tudo, porque era MUITA comida. Saí chorando por ter que deixar um restinho pra trás. ]

Outra recomendação que amamos foi o passeio até Bichinho! O povoado fica bem perto de Tiradentes e é bem tranquilo de ir de carro. (Devem ter ônibus e/ou vans que fazem o trajeto também, infelizmente não fiquei sabendo como funciona!) Bichinho é encantador, lá o que mais se vê, são ateliês e lojinhas de artesanato. Tudo bem simples mas muito charmoso e colorido. Assim como em Tiradentes, a gente sente um clima gostoso, acolhedor e tranquilo, ideal pra passear a pé, admirar e absorver toda a beleza do lugar.

Eu fiquei doidinha! Até comecei a procurar casinhas à venda, hahaha!  E olha isso! Tava eu lá, já totalmente encantada com a cidadezinha, quando de repente, subindo uma escadinha que quase me passou despercebida, encontrei uma loja de flores de papel! Vocês não tem noção, fiquei em choque, era um sinal de que eu realmente tinha encontrado meu lugar no mundo, kkk! Conversei com o dono, pedi pra tirar foto, comprei umas florzinhas e nem consigo me lembrar de como eu sai da loja. Acho que foi o Rafael que me arrastou pra fora, hehe.

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Mas continuando minhas humildes recomendações, tenho mais duas que adoramos!
A primeira é o Bosque Mãe D’água. A entrada dele é na lateral do Chafariz de São José, que fica na área central, bem fácil de achar. Se trata na verdade de uma trilha no meio da mata, mas que tem um detalhe que dá todo um encanto pra caminhada: junto ao trajeto tem um aqueduto que leva a água desde a nascente até o chafariz. O barulho gostoso da água correndo e a riqueza do verde por todo o bosque, faz esse ser um passeio que vale muito a pena!

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E a última dica é um passeio que inventamos de última hora e foi um dos melhores! Alugamos bicicletas (num local especializado em turismo ecológico que fica atrás da rodoviária) e fomos pedalar por uma estradinha de terra. O que era pra ser uma passeio super tranquilão, pra gente foi uma verdadeira aventura! Tinha décadas que nem eu nem o Rafael colocávamos os pés em uma bicicleta. Só sei que eu ri demaaais, era cada um mais capenga que o outro! Até que por fim, a gente pegou o jeito e conseguiu andar em linha reta e deu até pra curtir um pouquinho da paisagem. Agora o highlight do passeio: no fim da trilha tem uma parada, onde você pede a tal da limonada na chaleira. Nossa, no calor que tá aqui no escritório, não posso nem pensar muito nessa delícia!

Ah, e pra quem tiver mais empolgado, a limonada na chaleira pode virar caipirinha na chaleira! Imagina a volta pedalando? Vou confessar que eu quis arriscar viu! kkk!
Infelizmente eu não lembro o nome do lugar, mas tenho certeza que perguntando na cidade, o pessoal vai saber dar as coordenadas. Não deixem de ir, porque é muito divertido!

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Sem tripé e sem estranhos pra gente recorrer, tem que usar a flexibilidade criatividade pra conseguir uma foto bonitinha do casal. (A lá de cima, quando a gente tava perto da igreja, foi feita arremessando a câmera. Técnica arriscada que, eu medrosa, deixo por conta do Rafael.)
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[ Rafael: Sobre os vira-latas de Tiradentes: essa cidade tem a maior concentração de cães de rua amigáveis e bonitos que eu já vi. E são bem gordinhos - acho que sei pra onde o meu resto de tropeiro foi encaminhado :) ]

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Viajando com câmeras

Postado por: Rafael | Categorias: Dicas, Fotografia

Passaporte, câmeras e lentes

Sempre que vamos fazer um viagem internacional, (e não é todo dia, infelizmente) começo a pensar em quais câmeras e lentes vamos levar. E sempre me preocupo com a volta: “Será que os caras da alfândega vão achar que estou importando ilegalmente minhas próprias câmeras, que uso para trabalhar há anos?”

Depois de algumas experiências, esta preocupação com a alfândega passou a definir, em parte, o que eu levo de equipamento para uma viagem de lazer. Nunca achei muita coisa na internet sobre o assunto, então gostaria de dividir com todos aqui pelo blog. Nossa estratégia, até o momento, é a seguinte.

A ESCOLHA: Se nós ganhássemos uma viagem internacional para amanhã, eu iria com uma câmera que pudesse levar comigo para qualquer lugar do país-destino, sem medo. Acho que alguns países são mais perigosos do que outros, e cada viagem tem seu propósito. Portanto, a escolha iria variar.

Canon ftb e rolo de kodak

Se fosse uma viagem rápida, minimalista, para alguma praia, ou um lugar com menos segurança nas ruas, eu consideraria levar apenas uma SLR pré-histórica, de filme mesmo, e uma 50mm. É a escolha mais sem stress possível. Na praia, às vezes a gente quer estar só de bermuda e chinelos, sem bolsas ou tranqueiras. E em alguns momentos, teremos de abandonar a câmera, se quisermos dar um pulo no mar. A única câmera que eu me sinto semi-seguro de abandonar, por alguns momentos, é uma câmera barata de filme, que me custou menos de R$200. Também não ligo se ela pegar um pouco de areia, umidade, etc, já que câmeras mecânicas como a FTB quase não tem componentes eletrônicos. Uma SLR de filme é uma câmera barata, mas que, para nós,  não perde em qualidade de imagem – é só pedir para escanearem o negativo na revelação, e você terá arquivos digitais equivalentes aos de uma câmera de 12 megapixels ou mais! Abaixo, uma pochete que nem parece ser bolsa de câmera. Comprei em um camelô, e “recheei” com divisórias da minha mochila (essa sim, própria para câmeras) , para dar uma acolchoada.

pochete com câmera

Agora, se fosse viajar para um ambiente urbano e seguro, do primeiro mundo, eu consideraria levar as nossas “BIG GUNS”. Levaria dois corpos, mas um deles ficaria encostado, e serviria apenas para ser acoplado em uma das lentes durante a volta (isso é  muito importante! Explicarei o porquê mais para frente, na sessão “NA VOLTA”). E claro, como bônus, se um corpo morrer, teríamos outro de reserva. Quanto às lentes, levaria as duas mais versáteis que eu tivesse. Nessas horas, tenho saudade da 24-70mm. Uma zoom versátil é uma opção muito prática. Como só temos lentes fixas nesse range mais “normal”, precisamos sempre de duas lentes no mínimo (EDIT: no caso, uma 35mm e uma 85m) . Claro, isso tudo é porque somos fotógrafos de casamento a tempo integral. Estamos sempre pensando em fotos! Se essa não fosse nossa vida, provavelmente pegaríamos mais leve!

Big guns

NA IDA, LEVAMOS EM CONTA O SEGUINTE: Primeiro: Eu NUNCA despacho câmeras ou lentes. Elas sempre vão na bagagem de mão, por dois motivos. Primeiro, porque quero sempre poder tirar a melhor foto possível, seja no meio do vôo, seja na sala de espera aeroporto. E as únicas câmeras realmente boas que tenho são SLRs. Se tivesse um celular com câmera legal, ou uma boa compacta, provavelmente iria me sentir menos propenso a levar os trambolhos sempre comigo! A foto abaixo eu tirei da janela do avião. Uma câmera com boa sensibilidade de ISO e sem muito ruído foi essencial. Não sei se as compactas de hoje já estão nesse nível. Opinem aí, pessoal!

asa do avião

Mas o melhor motivo para não despachar, sem dúvida,  é o fato de que  malas despachadas apanham como se estivessem em briga de torcida organizada, e sua câmera pode não aguentar a surra. Isso se não for extraviada.

Segundo: O limite de peso da mala de mão varia de acordo com o país, a empresa e o tipo de vôo. Se sua mala estiver perto do limite de peso, ou acima dele, tire a câmera de dentro dela e pendure-a no seu pescoço. A câmera pendurada em seu corpo se torna um acessório, como celular, casaco ou relógio, e essas coisas não passam por pesagens.

Terceiro: Muita gente viaja para locais onde os preços das câmeras são vantajosos. Se for viajar sozinho, e estiver planejando comprar uma câmera no lugar, vá sem câmera, e agende a compra como o primeiro evento da viagem. Faça a compra e use a câmera desde o início, pois se esta tiver algum defeito de fábrica, haverá tempo para testar e trocar se preciso.

DURANTE A VIAGEM, FAZEMOS ASSIM: Se estiver só com a câmera de filme, é só levar a pochete e pronto. Se estiver com as digitais, é porque não é um lugar perigoso. Por isso, não tem problema andar com uma bolsa que é obviamente uma bolsa de câmeras. A que usamos dá bastate na cara, mas é a melhor bolsa pequena que já tive até hoje. É uma holster da LOWEPRO:

bolsa câmera

Nela, cabem dois corpos e duas lentes. Um corpo vai no bolso externo, que é muito grande. Ainda dá pra colocar mais coisa nele, se insistir um pouco! O legal dela é que ela é pequena por fora, e grande por dentro (soa como propaganda de carro, eu sei). Na fila do check in, ninguém nunca chegou a pedir para pesá-la, de tão insignificante que ela é, para uma mala de mão. Nossa mochila de trabalho, entretanto (uma “jabuti”, da marca “alhva”) sempre chama atenção e vai pra balança.

bolso externo

Na divisão maior, cabem mais um corpo e duas lentes. Mesmo se for um corpo com grip (foto abaixo). E lembre-se: não importa para onde você vá, não dê bobeira! Em alguns países os ladrões são menos cara-de-pau, mas se a oportunidade surgir, eles aparecerão! Se for sentar em um bar, por exemplo, é bom passar uma alça da bolsa da câmera por baixo das pernas da cadeira. E sempre olhar ao seu redor, principalmente antes de puxar a câmera pra fora. Ladrões preferem esperar um turista desatento do que atacar um que está sempre de olho em tudo.

lowepro divisão maior

NA VOLTA, TOMAMOS OS SEGUINTES CUIDADOS: Primeiro -  SEMPRE voltamos com apenas UMA lente por câmera, e apenas UMA câmera por pessoa. Como eu viajo com a Lívia, isso significa duas câmeras e duas lentes. A razão é simples: ao retornar ao Brasil, é permitido entrar com seus pertences eletrônicos, que pelo padrão da alfândega, podem incluir UM computador (ou tablet), UM celular, UM relógio, UMA câmera digital, etc. Sempre um ítem de cada – se houver mais de um, é dever deles conferir e cobrar impostos, se for o caso. Lentes sem um corpo, por exemplo, são um ítem tributável – quem me disse foi um funcionário da alfândega, que me parou em uma viagem recente. Eu estava com três lentes, e corri o risco de ter de pagar imposto sobre duas delas, apesar de tê-las comprado há anos. Acontece que o funcionário era uma pessoa muito razoável, e após conferir pelo nosso CNPJ que a nossa atividade profissional era realmente de fotógrafos, ele nos liberou. Mas resolvi nunca mais correr este risco em viagens de turismo e lazer – mesmo que eu tenha vários meios de provar que o equipamento é meu (apólice de seguro do equipamento, CNPJ de fotógrafo, etc). Se quiser se arriscar, leve sempre todos os documentos que tiver para provar que é tudo seu.

Segundo - mantendo o raciocínio de uma câmera por pessoa, ponha as câmeras em bolsas separadas antes de passar pelo raio X. Assim fica mais óbvio que cada câmera pertence a um de vocês, e é mais provável que não precisem ser parados. Não caia na conveniência de fazer uma “mala das câmeras”, e jogar três ou mais câmeras numa só mala, mesmo que seja um grupo de três ou quatro viajantes. Já ouvi falar que Minas Gerais é o estado mais linha-dura no que diz respeito à Alfândega, e que em São Paulo e no Rio é mais tranquilo. Leitoras interestaduais, por favor contem-nos suas experiências nos comentários!

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Liralife: it’s my party!

Postado por: Lívia Kizli | Categorias: Liralife

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Oi gente! Algumas pessoas devem ter visto eu comentando no instagram sobre o meu aniversário. Pois é, cheguei nos 30!!! E como é bem minha cara, resolvi fazer uma festinha estilo “meus 15 anos” pra comemorar, kkk!

O projeto da festa começou  audacioso. Fiz moodboard e tudo mais! Não tem jeito, é só falar em festa comigo que eu vou logo pensando em decoração. E quando a festa é minha e vou ter liberdade total pra fazer o que quiser, eu vou pro céu de tanta felicidade!

Mas então… Fiz moodboard, selecionei 487 projetos DIY pra fazer, idealizei uma photobooth, comprei várias tranqueiras no ebay, enfim, fiz a festa antes da verdadeira festa.

Depois de algumas semanas alimentando freneticamente a pasta “kizli30″ no meu desktop, resolvi pensar em algo bem mais importante, tipo o local da festa. Encontrei uma opção que gostei muito e que já me oferecia inclusive a decoração.
No início eu hesitei. Se eu decorei meu próprio casamento, como assim não vou decorar minha festinha de aniversário?! Já ia pedir pra cortar esse item do orçamento, quando uma vozinha da razão começou a cochichar no meu ouvido. E ela falou algo do tipo: “Lívia, acorda filha, você não vai ter tempo pra fazer esse tantão de coisa em tão poucos dias! Sua vida já tá corrida o suficiente, não inventa mais moda fazfavor!”

E foi assim que resolvi ceder e optar pela opção mais prática. Levei meu moodboard pra dona do lugar, mostrei minhas referências, falei das flores, cores, etc… mas é lógico que eu não ficaria tranquila se não fizesse pelo menos um diyzinho pra acrescentar né. Aí combinamos tudo e eu comecei meus projetos bem mais simplificados.

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Calma que agora eu vou explicar o que deu errado não tão certo.
Primeiro: meus cacarecos do ebay que não chegaram até hoje. Comprei canudinhos, coisas pra photobooth e mais um monte de frufrus que devem tá acumulando poeira em algum depósito dos Correios.
Segundo: minhas referências foram interpretadas de uma maneira diferente da que eu tinha imaginado. A paleta de cores principalmente. Não tô reclamando do serviço, eu acho que talvez eu não tenha sido tão clara quanto pensei. Quando eu vi, achei ruim por alguns segundos, mas fui me aproximando e gostando. Não sei se é pelo fato de eu estar tão feliz no dia, que simplesmente não fiquei incomodada. O único problema foi que os diys que eu tinha feito seguindo a paleta imaginada, não combinavam muito com o que estava lá. Mas dei um jeitinho, mudei algumas coisas de lugar, omiti outras, e no fim ficou bom! Virginiana tem dessas coisas né, cada detalhe faz tooooda a diferença.

E por fim, a última zebrinha da festa: a falta de fotos, hahaha! Sabem aquele ditado, “Em casa de ferreiro…” Pois é, em festa de fotógrafa, a maioria das fotos são dos celulares dos convidados, kkk! Levei a câmera, mas na ansiedade de ver o pessoal chegando,  registramos bem pouca coisa! Mas pelo menos dá pra vocês terem uma idéia de como foi!

E pra terminar o post, quero falar do que realmente importa: minha festa foi MARA!!! Amei ver toda minha família e meus amigos! Matei a saudade de muita gente, ri muito, dancei, bebi vários drinks coloridos e voltei pra casa super feliz e satisfeita! Contei essa história toda da decor porque é um assunto que tem a ver com o blog, mas a verdade é que não tem nada mais importante em uma festa do que as pessoas! (E a comida!) E eu fico muuuito agradecida por todos que foram comemorar comigo minha chegada aos trintinha! Essa nova década já começou muito bem! :)

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