Diário de Viagem: Dicas de fotografia para casais viajantes!

Diário de Viagem: Dicas de fotografia para casais viajantes!

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Olá, público! Hoje sou eu (Rafael) no comando. Hoje continuamos com as fotos que tiramos no dia dos namorados, entrecortadas por alguns pitacos meus aqui, relacionados a fotografia e casais viajantes. Vamos lá!

Pitaco número 1: Tire fotos de casal. Em nossa primeira grande viagem, tiramos muitas fotos dos lugares, e muitas fotos um do outro. Mas tiramos poucas fotos em que nós dois aparecíamos, e essas fotos fazem falta demais! Para mudar isso, levamos um tripezinho dessa vez – todas as fotos de nós dois nesse post foram feitas usando ele, inclusive essa aí de cima. Portanto, a dica na verdade é: leve um tripezinho pequeno, e leve , nem que seja um gorillapod, e aprenda a colocar sua câmera no timer. Você pode sempre pedir a alguém próximo que tire uma foto do casal, mas… a) às vezes é difícil confiar o suficiente nessa pessoa para deixar sua câmera cara nas mãos dela. b) Essa pessoa não conseguirá ler sua mente, para enquadrar a foto do jeito que você imaginou, não irá se agachar para melhorar o ângulo se for preciso, nem se assegurar de que o foco está perfeito e que sua expressão está do jeito que você gosta.

Na falta de um tripé, improvise com muito cuidado, colocando sua câmera em cima de hidrantes, muretas, cadeiras etc. Nesses casos, costumo conseguir “regular”o ângulo de inclinação da câmera colocando coisas debaixo da lente, como um boné, ou a própria correia, embolada.

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Pitaco segundo: se afaste e se aproxime. Antes de tirar sua foto, sempre pense: o que aconteceria com essa foto se eu estivesse mais de longe? Ou ficaria mais legal se eu estivesse mais de perto? Nas fotos acima, eu fotografei a Lívia de longe para pegar a construção, e ao reparar no prédio de perto, vimos o detalhe do reflexo da torre na janela. O mesmo se dá com as vitrines, e até mesmo com as pessoas! Ao invés de fazer uma foto normal, por que  não se aproximar mais e fotografar só os pés, por exemplo?

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Sobre o nosso trajeto: nesse ponto do dia, chegamos ao Les Invalides, um complexo que abrigava um hospital/casa de repouso para veteranos de guerra do exército francês. Hoje em dia, lá ficam o Musée de l’Armée (Museu do Exército)  e a tumba de Napoleão, dentre outras coisas. É proibido entrar com objetos perigosos, e por isso tivemos de entregar, provisoriamente, a faca (melada e envolta em guardanapos) que compramos para passar geléia nos paezinhos do nosso picnic. Os guardas, bem humorados, riram até! E nos devolveram a faca na saída.

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Pitaco número três: fotografe a história do dia! Temos milhares de fotos dessa viagem que não faz sentido mostrar por aqui. Fotos que capturam detalhes bobos, mas que tem muito valor pra gente. Muitas delas nem são tão bonitas, ou só fazem sentido para nós. Esse é o ponto: lembre-se de registrar toda a história da viagem, ao invés de só registrar os cartões postais, e aquilo que chama a atenção. Fotografe as coisas perfeitas e as coisas imperfeitas! Nem toda foto tem que ser tirada para ser mostrada para todo mundo. Fotografe placas de rua, menus de restaurante, o número na porta do seu quarto de hotel, o telão com os desembarques no aeroporto… Tudo! Essas coisas dão a maior saudade.

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Atravessamos a ponte Alexandre III, que ficava atrás do Les Invalides, e fomos parar entre o Petit Palais e o Grand Palais. Pra variar, ficamos encantados e tiramos 500.000 fotos. Logo após estava a Champs Élysées. Vimos o arco do triunfo a uma distância considerável, nos demos por satisfeitos, e fomos para o lado da Place de la Concorde, onde vi a fonte mais bonita da minha vida até hoje. Mais 500.000 fotos.

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Nesse dia, foi atração atrás de atração. Esse pedaço da cidade é apinhado de construções importantes, praças e jardins. Logo à frente estava o Jardin des Tuileries. Se você é que nem a gente, que planeja viagens com andanças sem fim como essa, prepare-se para o pitaco número quatro: leve um equipamento fotográfico resumido, em uma bolsa confortável. Nós somos bastante treinados a carregar peso por horas a fio, por conta dos eventos que cobrimos. Mas numa viagem a coisa fica pior, pois às vezes a empolgação é tanta que esquecemos até de comer. Por isso, se você não estiver com a câmera numa mochila levinha, ou uma bolsa bem acolchoada, é altamente provável que uma alça te machuque até o fim do dia, ou que o peso te canse demais.

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Pitaco número 5: pendure coisas para pesar o tripé! Se você se der ao trabalho de levar um tripé, é provável que ele seja um tripé bastante leve – ou você estará amaldiçoando sua existência dentro de 15minutos de andança. Só que tripés leves balançam se o vento for forte (sempre é, na França), e isso deixa as fotos tremidas. Pendure de alguma forma sua mochila (e qualquer outra coisa que estiver carregando) no tripé para estabilizá-lo. Alguns modelos tem um gancho embaixo, especificamente para este propósito!

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Logo à frente estava o Louvre. Nunca imaginamos que ele era tão imenso! Era tão grande que não cabia no campo de visão da lente. Resolvemos tirar uma foto panorâmica com o Ipad mesmo (segunda foto abaixo), e isso virou um hábito durante a viagem. Considerem este o pitaco número 6: tire fotos panorâmicas! É muito divertido ver os detalhes depois, ver o que cada uma das pessoas da foto estava fazendo.

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E aqui vai o último pitaco: use o tripé como selfie-stick! Não tínhamos um selfie stick, e na verdade nem sabemos se existe um que suporte o peso de nossa câmera. Mas não fez falta, porque nosso tripé substituia tranquilamente, e se extendia muito mais!

É isso, leitores! Continuamos o tour o próximo post. Até lá!

 

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7 Comments

  1. Delmar das Graças Celestino
    12/08/2015 / 18:39

    Amando tudo e ansiosa para ver as fotos de Moustiers Sainte Marie , bjus.

  2. Jaque
    12/08/2015 / 23:51

    Adoro os posts de fotografia! As fotos estão lindas. Gostaria de saber qual lente vocês recomendam para levar em viagens. Bjs

    • 19/08/2015 / 14:28

      Oi Jaque!

      Recomendaria uma zoom bem abrangente, tipo uma 24-70. Esse é o ítem principal. Se possível, levaria também uma ultra grande-angular, de 20mm para baixo.

      Obs: nós levamos três lentes fixas, mas apenas porque não temos nenhuma zoom versátil.

  3. Tatiane Santos
    25/08/2015 / 14:29

    Rafael, parabéns !!! Seus textos são quase tão incríveis quanto os de Lívia,
    vocês formam um casal que se completam literalmente.
    Gostaria de sugerir que realizem cursos de fotografia para iniciantes, para
    os apaixonados como eu, mais que não entendem nada…kkkk

    • 26/08/2015 / 17:18

      Oi Tatiane! Obrigado pelos elogios!

      Dar um curso de fotografia está nos nossos planos, mas acaba sempre escapulindo por falta de tempo. Mas quando acontecer, recrutaremos nossos alunos aqui pelo Liraby! Fique de olho! :)

  4. Patrícia
    25/08/2015 / 23:14

    Gostei muito do post, ia perguntar a mesma coisa. Qual equipamentos vocês levaram. No caso de uma lente zoom, qual vc recomenda para viagem ? Como foi a segurança com relação aos equipamentos fotográficos? Tem alguma dica de segurança por lá ? Abraços

    • 26/08/2015 / 17:38

      Recomendaria uma 24-105mm em uma fullframe, ou algoequivalente noutro formato.

      Sobre segurança: basta estar atenta e não dar bobeira. Se você ficar de antena ligada, e não subestimar a presença de ladrões no primeiro mundo, dificilmente será roubada, eu acho. A diferença dos ladrões daqui para os de lá é que os ladrões brasileiros te apontam uma arma em plena luz do dia sem medo, enquanto que os de lá agem sem você perceber, se aproveitando de distrações. Assaltos são raros, mas os furtos acontecem o tempo todo – os golpistas se disfarçam de turistas, inclusive. Enrosque sua correia em você o tempo todo, e quando não estiver usando a câmera, guarde-a em um compartimento não muito acessível de sua bolsa/mochila. Tente carregar esta bolsa dentro do seu campo de visão, e fique atenta nos locais cheios, como nos metrôs e pontos turísticos. E tente andar acompanhada, se for andar até tarde da noite por locais desconhecidos!

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